sábado, 7 de junho de 2008

"É...

...uma menina!" Foi o que a médica confirmou. :)
Antes dos detalhes da nossa felicidade ao descobrir, vem um pequeno relato do que aconteceu antes de vir essa felicidade sem tamanho.

Quinta-feira, 05 de maio, o dia depois que o Sport perdeu de 3 a 1 para o Corinthians no primeiro jogo da final da Copa do Brasil. A dor da perda não foi tanta, comparada a raiva de cada pernambucano anti-sport que soltava fogos a cada 5 minutos de jogo em que o Sport ia mal. O dia já não começava bem.

Eram seis da manhã quando resolvi levantar da cama. Às seis e quarenta eu já tinha um compromisso. Saí às sete horas de casa e já fiquei abusada por ter saído mais tarde. Fui fazer coleta de sangue para mais exames solicitados por conta do pré-natal. Carrego todos os exames do pré-natal em uma pasta, e para não ficar amassando a solicitação do exame na bolsa, levei a pasta junto. Cheguei no laboratório para fazer a coleta, e depois de ser atendida, fui chamada pela açougueira de jaleco branco para fazer a coleta. Vale revelar aqui, que todas as vezes da minha vida em que foi preciso enfiar uma agulha na minha veia, eu nunca olhei. E dessa vez não foi diferente. Senti a dor da agulha, senti a agonia da açougueira puxando o sangue, e só quando ela disse pra apertar o adesivo na veia, eu virei o rosto e olhei para a moça... uma vaca de jaleco branco, que faz coleta de sangue. Nesse momento eu lembrei que já havia sido atendida por ela e não tinha gostado pela falta de delicadeza dela com pessoas que não gostam de tirar sangue. Neste caso, eu. Enfim, fiquei pressionando o adesivo, e quando por um momento tirei o dedo, vi que o adesivo estava com sangue a mais que o normal. Parei e coloquei a bolsa e a pasta em cima do balcão para pedir outro adesivo. Em meio a pensamentos totalmente grosseiros e de baixo calão, saí com raiva daquela criatura estúpida que havia me atendido. Peguei a bolsa e saí...

Quando cheguei no trabalho, com o adesivo todo manchadinho de sangue, resolvi tirar, e constatei o que me deixou completamente furiosa: um arranhão feito pela agulha. A vaca-açougueira de jaleco branco deixou um arranhão na minha pele. No auge da raiva, chamei aquela criatura de tudo quanto foi xingamento, tive vontade de contratar um grupo de extermínio pra acabar com a cidadã, desejei que ela fosse picada por quinhentas abelhas e fosse alérgica a todas, e depois que a raiva foi passando, restou somente a vontade de jogar um guindaste no laboratório... mas tudo bem, águas passadas. Depois desse momento, o dia foi melhorando. O namorido estava chegando em Recife, e fui até o aeroporto apanhá-lo, e mais tarde, fazer o ultrason para ver o bebê.

A clínica do ultrason encerra o atendimento às 16h e mais uma vez eu estava atrasada. Deixei o namorido pra ir de taxi enquanto eu ia pra clínica pra garantir a minha vez de ser atendida. Quando entrei no carro, procurei pela pasta para pegar a requisição do ultrason, e depois de procurar no carro e pedir pra ele procurar na minha mesa do trabalho, lembrei: deixei a pasta no balcão do laboratório! Fui tomada pela agonia, pois todos os exames, ultrasonografias e demais coisinhas da gravidez estavam lá, e eu não sabia o horário em que aquele laboratório iria fechar. Corri pra chegar na clínica, falei com a moça do balcão que precisa ir até o laboratório pegar a pasta, e corri outra vez pra chegar no "açougue". Uns quinhentos metros pra chegar lá, e um congestionamento de deixar o carro andar meio metro a cada cinco minutos. Morri. Pensei que se eu deixasse o carro em algum lugar e fosse andando, talvez fosse mais rápido. Mas resolvi esperar... Procurei pelo número do laboratório e resolvi ligar, foi quando uma voz feminina atendeu e disse: "É Natasha? A pasta está aqui sim, pode vir". Como eu fiquei feliz. Ufa... naquele momento até liguei o rádio pra escutar uma musiquinha e relaxar um pouco. Cheguei lá, e quando entrei no lugar, quem me entrega a pasta? A vaca-açougueira de jaleco branco. Quando olhei pra ela pensei nos muitos desaforos que ela poderia ouvir, mas só disse "Obrigada" e saí. Eu estava prestes a ver meu bebê então não queria me chatear por tão pouco. Aliviada, voltei para a clínica e encontrei com o namorido. Ansiosos, entramos juntos na sala, e logo quando a médica colocou o gel na minha barriga ele fez a pergunta:
- Dá pra ver o sexo?
-Vocês ainda não sabem? Vamos ver agora...

E depois de pressionar um pouquinho pra que as perninhas abrissem, ela abriu, e aos olhos da médica, e depois de explicar pra gente, ficou bem nítido de que é uma menininha... :)

Nos olhamos o resto da tarde foi só sorriso. Uma felicidade sem tamanho e sem palavras pra descrever. Agora já podemos chamar pelo nome... Maria Cecília, nossa bonequinha que mexe sem parar. :)

Depois a ultrasson foi para ver todas as medidas, se está se desenvolvendo direitinho, e graças a Deus está tudo bem. Agora é só cuidar bem da nossa bonequinha, e esperar ela vir ao mundo pra receber todo o amor e carinho da família e dos amigos.

1 comentários:

Silvinha disse...

Nháá!! Maria Cecília!! :D